sexta-feira

Quando Acontece...





Remoendo o mesmo assunto dando voltas sem saber onde parar. Nada dá prazer nesse agora em que o hipotálamo superaquecido machuca tanto. Algo que alguém chamou de "ninguém é meu território". Redescubro o sou eu com todos subdivididos que vêm com ele e encontram outras formas que forçam meu orgulho a ver o processo que levou a tal fato... e não entendo... mas contento-me com meu perdão. Estimulado por esta nova visão que me foi concedida a respeito das coisas que me prendem ao constante acordar cadenciado pelos poentes e nascentes deste circo de contatos. Corporais e tudo mais. Comédia de rejeição e redenção. Tenho certeza de uma nova certeza: que talvez estivesse errado até tal momento. Troquei pelo dia árido da expectativa a noite lúgubre da compreensão, mesmo sentindo que não tardarão novas demolições destas supostas calmarias, entre tormentas eternas e o final dilúvio.
Contraditório, você diz? com prazer.
Sinto que devo outro parágrafo a este assunto que só pode ser discutido entre linhas de um texto e o branco oblongo da distância entre tais e meus sentimentos imperiosos tornando-se mentira através de meticulosa procura, o não quero agora. Devo saber primeiro o que tenho onde possa construir. Sim, poucas destas palavras me agradam, e talvez pelos motivos errados. O mesmo acontece contigo, eu sei. Criei padrões que se provaram errados?
fujo do assunto, né? canso.
Uso caixas altas quando não dá pé_ .desconheço o funcionamento dos pontos finais. eles não terminam nada afinal

domingo

Diário do Último Armageddon



Antes da subida sobra prazer, sopra o vento nas ventas, voam os ódios de sempre sentir nas entranhas a vontade de se prender as mais lodosas virtudes e por ventura perder o poder de reinar sobre o próprio crânio, o último teto.
Sua inata inimiga,
a primordial teta.

Os chocalhos chacoalham e estragam a coalhada caída de bruços na pia.

- E o que tudo isso tem a ver com tristeza?
Pergunta a princesa com um copo de cerveja na mão.
- Isso é o prazer da tristeza, minha filha.
Responde de cara à tapa, debaixo da sacada, o pretendente com elefantíase nos testículos.
- Ah! Mas isso tudo é um absurdo. Mero escudo escuro do coração, meu caro avolumado saco! Manipulação inconseqüente de sua inchada condição.

Este papo aconteceria entre brumas de uma traição insólita, contanto, aqui conto, que ambos se contentassem em transformar tais hieroglifadas premonições em conscrição.
Mas a África e as Arábias ficam tão longe.
Só vocês acham que não.
------------------------------------------------------------------------------------------------

Neste outro capítulo ele pretendia rimar suas internas assonâncias. Como se começa tal tarefa?
Comendo farofa? Não.
Esfaqueando a fatal fístula? Talvez.
Tratamento psicológico? Definitivamente não.

Decidem então por começar por uma pergunta sem resposta., afogando a raposa da emoção.

- Eu prefiro uma bela canção de amor entre impulsivos ritmos regionais.
- Não vejo mal, mas...
- Mas seus bagaços pesam demais, senhor...
- Querida ninfa enrustida. Queria tanto te dar um buquê de adjetivos perfumados que meu peito vira fácil presa para os vermes do Verbo e do primitivismo. Confesso que eu seria um eterno abrigo de complexos grãos celulares e celestiais ou até o cumprimento que te louva de Condessa, se tal me fosse próprio.

Então, cabeça beijada cheia de tranças, desculpas dançam e se afagam numa passividade potencializada por toda saudade da convivência.
Saibam que sempre quer-se dizer, de fato, de graça. Mas assumimos um turbilhão de epopéias.
Serviço tanto que enfadonho.
A tristeza está no sonho isolúvel,
e sempre alguém quer botar ordem em toda essa merda.