Eu quero palavras assim
figurando a falta do discurso
e não tentando enteder nada,
sem reclamar das oceânicas ressacas,
nunca reconhecendo um herói.
A quem importa valentias ou ternuras
a quem importa a clareza das oraçôes
Não reescrevendo sobre os sobressaltos,
Elas não tem saco para explodir de emoção
Porque este inferno é brando e companheiro
solidão que me faz esquecer de mim
onde organizo desespero em imagens
onde glorifico o beijo da traição
descrevendo a inutilidade da presença
de uma boca, de um corpo, de uma frase
cronometrados como se realmente fossem
orifícios objetos pensamentos circunscríveis
Dando murros em nuvens de vidro
lutando o boxe da literatura esgarçada
sem marginálias, afogado no extático
rio seco de correntezas indomáveis,
Assim vultando minha expressão
mencionada em segredo e evasão,
devem permanecer fantasmasmáticas,
Pois experiências são cacos e ilusões
Eu quero nada que tudo encompassa
vontade firme de foder com o mundo
de fecundar um vazio infecundo
e de estrangular entediantes sentidos
quinta-feira
Julho
Onde os sinos pesados caem por você
Tudo oscila e se abate como espuma
E já não perco, mas mantenho perdidas,
Estrelas rachadas em chão de cera.
Onde flocos de luz caem como caspa
Quando os espasmos de uma nova sepultura
Espalhando-se sobre genitálias esmagadas
Se abrem rubras em probabilidades gulosas.
Tudo oscila e se abate como espuma
E já não perco, mas mantenho perdidas,
Estrelas rachadas em chão de cera.
Onde flocos de luz caem como caspa
Quando os espasmos de uma nova sepultura
Espalhando-se sobre genitálias esmagadas
Se abrem rubras em probabilidades gulosas.
Destronado
Será que hoje se tornou verdade
cometas tinham vontades e misericórdias
quando a chuva se alinhou em prol de uma pequena quantia
e frutos do mar fugindo pelo labirinto do esôfago
repensaram a questão do ocorrido
como mero básico estreito de uma linha reta
cometas tinham vontades e misericórdias
quando a chuva se alinhou em prol de uma pequena quantia
e frutos do mar fugindo pelo labirinto do esôfago
repensaram a questão do ocorrido
como mero básico estreito de uma linha reta
e poço dos pontos,
máquina de merda cospe no meu olho da testa
máquina de merda cospe no meu olho da testa
destro lado que se espeta e se pretende hidratar.
Assim falido venho aqui pedi-lo
um enfim em praias negras mergulhar
associando o fato de viver falando
digo pouco e imprecisamente entorto
barras de metal achadas no fundo
da rua Ancestral Cabral.
Neste favor econtro a manhã, explico a ela que já vai tudo bem.
Sendo este único empeçilho: o último latido que me assombrará!
Imperecíveis umidificadores celulares,
manteremos aqui o susto, como se um soluço panfletário
um enfim em praias negras mergulhar
associando o fato de viver falando
digo pouco e imprecisamente entorto
barras de metal achadas no fundo
da rua Ancestral Cabral.
Neste favor econtro a manhã, explico a ela que já vai tudo bem.
Sendo este único empeçilho: o último latido que me assombrará!
Imperecíveis umidificadores celulares,
manteremos aqui o susto, como se um soluço panfletário
Vítima das eras cristalizadas pelo tempo caco de vidro...
Assumo que no fim da corda do varal
vi aonde se escondia o vento,
guardei todos elementos num estandarte de crânios,
pernas e troncos empalados no quintal.
vi aonde se escondia o vento,
guardei todos elementos num estandarte de crânios,
pernas e troncos empalados no quintal.
Me afundei no mais singelo e inexpressivo fim.
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