Eu quero palavras assim
figurando a falta do discurso
e não tentando enteder nada,
sem reclamar das oceânicas ressacas,
nunca reconhecendo um herói.
A quem importa valentias ou ternuras
a quem importa a clareza das oraçôes
Não reescrevendo sobre os sobressaltos,
Elas não tem saco para explodir de emoção
Porque este inferno é brando e companheiro
solidão que me faz esquecer de mim
onde organizo desespero em imagens
onde glorifico o beijo da traição
descrevendo a inutilidade da presença
de uma boca, de um corpo, de uma frase
cronometrados como se realmente fossem
orifícios objetos pensamentos circunscríveis
Dando murros em nuvens de vidro
lutando o boxe da literatura esgarçada
sem marginálias, afogado no extático
rio seco de correntezas indomáveis,
Assim vultando minha expressão
mencionada em segredo e evasão,
devem permanecer fantasmasmáticas,
Pois experiências são cacos e ilusões
Eu quero nada que tudo encompassa
vontade firme de foder com o mundo
de fecundar um vazio infecundo
e de estrangular entediantes sentidos
quinta-feira
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