quinta-feira

Destronado

Será que hoje se tornou verdade
cometas tinham vontades e misericórdias
quando a chuva se alinhou em prol de uma pequena quantia
e frutos do mar fugindo pelo labirinto do esôfago
repensaram a questão do ocorrido
como mero básico estreito de uma linha reta
e poço dos pontos,
máquina de merda cospe no meu olho da testa
destro lado que se espeta e se pretende hidratar.

Assim falido venho aqui pedi-lo
um enfim em praias negras mergulhar
associando o fato de viver falando
digo pouco e imprecisamente entorto
barras de metal achadas no fundo
da rua Ancestral Cabral.

Neste favor econtro a manhã, explico a ela que já vai tudo bem.
Sendo este único empeçilho: o último latido que me assombrará!
Imperecíveis umidificadores celulares,
manteremos aqui o susto, como se um soluço panfletário
Vítima das eras cristalizadas pelo tempo caco de vidro...

Assumo que no fim da corda do varal
vi aonde se escondia o vento,
guardei todos elementos num estandarte de crânios,
pernas e troncos empalados no quintal.

Me afundei no mais singelo e inexpressivo fim.

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