
Canta, abismo gordo, quando anoitece o fogo.
Em suas pálpebras corcundas, caravelas de passados distantes no infinito olhar acobertam as nucas agudas e as sombras de encalço fortuito, saltando para dentro de si mesmas assustadas. Adão pálido de antigas cantigas de putrefação, ao encontrar o acaso enredado em metal maciço, ligaduras de marquises noturnas e cachaça barata despencam.
A lua era o novo vazio, a lua era ele engatinhando para a nova muda. Mexeu na faca que incomodava enterrada nas calças jeans, enquanto nas cavernas cataclísmicas da sua alma precipícia, o arpão no negrume abissal contava velhas histórias atarefadas em sentir ciúmes de botelha. Na Guanabara acudiam-na e providenciavam alimentação fantasmática, sobre o ombro plácido de seu amigo original, o generoso Solidão Simões gargalha.
Enquanto Teodoro então entrava no quarto, ela se maquiava no reflexo daquele espelho adornado de paisagens serenas,ventosas. Mas já vigilante, a colisão entre os três distintos universos concretizava-se: Teodoro, a maquiada e o espelho. O abismo mostrando seus dentes como cavidades madrias.
Porém aqui uma estranha lacuna... Quem será o expectador e o expectorado? O rio Nilo continuava correndo do outro lado do Atlântico enquanto Teodoro se perguntava que diabos havia de errado com a sua nova visão. Era no instantâneo enterro da sua ira que a realidade o perdoava por nunca mais ter que voltar a ser carne após uma última tentativa. E Solidão Simões era então o barqueiro nefasto, o coletor de talentos de ouro por um expediente de quatro horas. Depois um banho e cama... a concussão e o coma... terna levitação espiritual da violência. Tudo da forma mais sutil esperada, como um leve corte ou sorriso infligido por espadas no torso magnífico do célere século acostado.
Porém aqui uma estranha lacuna... Quem será o expectador e o expectorado? O rio Nilo continuava correndo do outro lado do Atlântico enquanto Teodoro se perguntava que diabos havia de errado com a sua nova visão. Era no instantâneo enterro da sua ira que a realidade o perdoava por nunca mais ter que voltar a ser carne após uma última tentativa. E Solidão Simões era então o barqueiro nefasto, o coletor de talentos de ouro por um expediente de quatro horas. Depois um banho e cama... a concussão e o coma... terna levitação espiritual da violência. Tudo da forma mais sutil esperada, como um leve corte ou sorriso infligido por espadas no torso magnífico do célere século acostado.
Verde, azul, vermelho. Não presto contas dos fatos e farfalhas cometidas nestes períodos rumores de sonhos encaixados, encoxados, enconchados nas profundezas de um olhar ciclópico de mosca cega e invisível.
Rememorando... Ruminando... Rangendo...
...Rui Wando Vândalo acordava de mais um pesadelo dormindo com a certeza que:
1) Seria fulminante acordar ou dormir de novo.
2) Prefiro três cervejas em um jantar amórfico
3) Ao encontrar Teodoro, lhe fale da sua falta de bom senso, mas não esmague sua garganta.
Quem queira se manifestar...
Espíritos do Eu esquecidos dentro de mim.
Convolutas batalhas no invisível deserto.
Tragam seus estilingues estiletes panzers gases mostardas flatulências prazeres mortadelas mordiscadas.
Línguas lâminas lânguidas da cavidade mental.
Amiga amante do punhal brilhante assassinato erótico.
Ah, mas vocês querem uma história, não? Querem que eu conte como Solidão nasceu de um ovo abotoado no centro crivo do meu peito. Como R.W.V. consumou o logicídio com seu cetro de bombril. Como Teodoro finalmente entrou em termos com o tornado que arrastou o seu amor para um lado não tão longe.
Talvez mais tarde... talvez... mas tarde,
no entardecer da minha vida.

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