Me torno divindade
Rogo pragas e me penduro em sacrifício
Eu sou o mundo que destruo
A palavra que cria a luz
A cruz que redime com sangue
Incansávelmente bombeado a cada dia,
Que às vezes verte branca de um centro
Em fogo criador de novas mortes.
Me torno escravo de mim quando alimentado,
sento na privada, escondido
E depois faço a barba, tomo banho
Para trabalhar e me tornar um santo
Mais uma vez engendrando preciosidades
Que assassinam tudo o que amo
Pois a morte da infância
É o maior ato de piedade
Consigo
Necessidades sintetizadas
Por esta máquina sem manual
Com o poder de poder sempre poder
Apodrecer e renascer poderoso quando se quer
Sacralizando este livro breve
Antinomeado, escrito e apagado
Serpenteando em telas dedos fálicos
Nos orgãos infisiológicos da vontade
Corpo templo e ruína de Deuses
Crepúsculo e Aurora que para sempre
nada prometem e
mentem delicados
chegando e saindo a um só tempo.
E a barba cresce ainda,
O salário de um novo círculo potente
Nas veias de um organismo virtual
O contra-cheque de mundo à ser queimado
Como o abismo onde o esperma pinga
dando luz ao assassínio
Pelo qual ele mesmo
foi criado.
domingo
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